sábado, 25 de março de 2017

Sorocaba e a condição local para o movimento negro em 1945


Trabalho de Conclusão de Curso apresentado por Renata Barboza Rodrigues, em 2014, como exigência parcial para obtenção do Diploma de Graduação em Licenciatura Plena em História, da Universidade de Sorocaba. 
Orientadores: Profª Ms. Cássia Maria Baddini Prof.º Dr. Rogério L. P. de Carvalho.



https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnxjYXJsb3NjYXJ2YWxob2NhdmFsaGVpcm98Z3g6NmViNmEzODE0MzU1YzY5MA

sexta-feira, 24 de março de 2017

Ainda sobre a Mãe Preta

A estátua da Mãe Preta foi inaugurada em Sorocaba no dia 13 de maio de 1978. A colocação da estátua em seu pedestal se deu no dia 3 de maio, sendo amplamente noticiada pelo jornal Cruzeiro do Sul. Na matéria da época, o jornal salientou que "durante todo o período em que a escravidão imperou no Brasil, a negra escrava, aquela que era forte, sadia e fértil, serviu de ama-de-leite para os filhos dos senhores brancos, deixando até mesmo os seus próprios filhos em segundo plano na amamentação".

domingo, 13 de novembro de 2016

Preto Pio lutou pela liberdade

Poucos sabem, mas em fins de outubro de 1887 ocorreu uma fuga de escravos na cidade de Capivari / SP. O líder dessa fuga era o escravo conhecido por Preto Pio. Centenas de escravos fugiram das fazendas dessa cidade e também de Porto Feliz e Sorocaba. Foram à pé até a Serra do Cubatão, onde, ocorreu um desentendimento entre Preto Pio e um soldado do exército, resultando na morte de ambos.
A luta do Preto Pio acabou por resultar na recusa do Exército brasileiro em continuar dando caça aos escravos fugitivos e, consequentemente, impulsionou a assinatura da Lei Áurea (13 de maio de 1888) seis meses depois desse episódio.

Preto Pio é o Spartacus e é o Zumbi do Médio Tietê!

Viva a memória do Preto Pio!

"Senhora!
"Os oficiais, membros do Clube Militar, pedem a Vossa Alteza Imperial vénia para dirigir ao Governo Imperial um pedido, que é antes uma súplica... ". . .Esperam que o Governo Imperial não consinta que nos destacamentos do Exército, que seguem para o interior, com o fim, sem dúvida, de manter a ordem, tranqüilizar a população e garantir a inviolabilidade das famílias, os soldados sejam encarregados da captura de pobres negros, que fogem à escravidão, ou porque vivam já cansados de sofrer os horrores, ou porque um raio de luz da liberdade lhes tenha aquecido o coração e iluminado a alma.Senhora! A liberdade é o maior bem que possuímos sobre a terra; uma vez violado o direito que tem a personalidade de agir, o homem, para reconquistá-lo, é capaz de tudo: de um momento, um covarde torna-se um herói; ele, que dantes era a inércia, se multiplica e se subdivide, e, ainda mesmo esmagado pelo peso da dor e das perseguições, ainda mesmo reduzido a morrer, de suas cinzas renasce sempre mais bela e mais pura a liberdade... Impossível, pois, Senhora, esmagar a alma humana que quer ser livre. Por isso, os membros do Clube Militar, em nome dos mais santos princípios da humanidade, em nome da solidariedade humana, em nome da civilização, em nome da caridade cristã, em nome das dores de Sua Majestade, o Imperador, vosso augusto Pai, cujos sentimentos julgam interpretar e sobre cuja ausência choram lágrimas de saudades, em nome do vosso futuro e do futuro de vosso filho, esperam que o Governo Imperial não consinta que os oficiais e as praças do Exército sejam desviados da sua nobre missão. Eles não desejam o esmagamento do preto pelo branco e não consentiriam também que o preto, embrutecido pelos horrores da escravidão, conseguisse garantir a sua liberdade esmagando o branco. O Exército havia de manter a ordem. Mas, diante de homens que fogem calmos, sem ruído, mas traquilamente, evitando, tanto a escravidão como a luta, e dando, ao atravessar cidades, enormes exemplos de moralidade, cujo esquecimento tem feito muitas vezes a desonra do Exército mais civilizado, o Exército Brasileiro espera que o Governo Imperial conceder-lhe-á o que respeitosamente pede em nome da humanidade e da honra da própria bandeira que defende." 
26 de outubro de 1887  

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

NEGRO, JOVEM E HIP HOPPER: HISTÓRIA, NARRATIVA E IDENTIDADE EM SOROCABA

NEGRO, JOVEM E HIP HOPPER: HISTÓRIA, NARRATIVA E IDENTIDADE EM SOROCABA

JAQUELINE LIMA SANTOS 

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Faculdade de Filosofia e Ciências – Campus de Marília, como parte dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Ciências Sociais. Orientador: Prof. Dr. Andreas Hofbauer



Esta pesquisa tem por objetivo entender o estabelecimento do movimento Hip Hop na cidade de Sorocaba (SP) por meio da experiência negra deste município. Para chegar a tal objetivo tomou-se como referência a trajetória de vida de Márcio Brown: jovem negro que, ao relatar sua memória pautada por questões raciais, expõe elementos coletivos que nos permitem entender o momento de consolidação deste movimento em sua cidade. Intencionamos, a partir de um relato autobiográfico, explicar processos de subjetivação que levam a mobilizações político-raciais e, ao mesmo tempo, problematizar conceitos como raça, racismo, essencialismo, cultura, diáspora Africana e identidade. Palavras-chave: Hip Hop; trajetória de vida; Sorocaba; identidade negra; diáspora africana